Música e Seus Efeitos

“A harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa.”
Rossini
“Visto que nos encontramos neste estado degradado de imperfeição moral, será melhor sermos práticos, harmonizarmos nossa música e, pelo mesmo processo, começarmos a compor uma nova e melhor forma de arte. Uma arte de acentuada sublimidade poderá, por si só, levar-nos de volta aos céus.”
Bach
“Sinto-me obrigado a deixar transbordar de todos os lados as ondas de harmonia provenientes do foco da inspiração. Procuro acompanhá-las e delas me apodero apaixonadamente; de novo me escapam e desaparecem entre a multidão de distrações que me cercam. Daí a pouco, torno a apreender com ardor a inspiração; arrebatado, vou multiplicando todas as modulações, e venho por fim a me apropriar do primeiro pensamento musical. Tenho necessidade de viver só comigo mesmo. Sinto que Deus e os anjos estão mais próximos de mim, na minha arte, do que os outros. Entro em comunhão com eles, e sem temor. A música é o único acesso espiritual nas esferas superiores da inteligência.”
Beethoven

(…) É importante conhecer e se aprofundar um pouco mais sobre a música quando se inicia o trabalho com as Danças Circulares. (…)

A música é uma linguagem que expressa impressões, sentimentos, estados de ânimo. É um meio de comunicação com muitas possibilidades. A relação com a música caracteriza as relações entre os seres humanos. Uma vez assegurado o vínculo, a música proporciona o rompimento de barreiras e a abertura de canais de expressão e comunicação a nível psicofísico, induzindo, através de suas próprias estruturas internas, modificações significativas na estrutura mental do ser humano.

A receptividade a música é um fenômeno corporal. Ao nascer, a criança entra em contato com o universo sonoro que a cerca. O conhecimento do mundo pela criança começa pela sensação e a percepção dos fenômenos e processos da natureza, desse contato com os objetos e suas particularidades resulta o pensamento concreto elementar da criança, mas o pensamento verbal, a capacidade de julgar, de raciocinar e os elementos de abstração só aparecem nas etapas sucessivas do processo de desenvolvimento da linguagem infantil.

Os processos e operações intelectuais são elementos em potencial que se realizam à medida que a interação criança-meio se aprofunda e que sua linguagem se desenvolve.

A música, portanto, pode ser utilizada como recurso para estimular o desenvolvimento rítmico, corporal e afetivo da criança, através da música ela se conhece, se aceita e se comunica com o meio e com o outro. Através desse equilíbrio, a criança abrirá canais para aquisição da linguagem escrita e oral, ultrapassando, assim, esta etapa com mais desenvoltura e firmeza. Pois através do conhecimento de si mesma, seguirá mais segura e com mais habilidades nas importantes aquisições das próximas etapas.

Giraflor Danças Circulares

Pesquisas coletadas da Internet

 


Música e Saúde

Pesquisas revelaram que as ondas sonoras provocam movimento do protoplasma celular; sementes estimuladas musicalmente possuem traços aprimorados…

A música afeta o nível de vários hormônios, inclusive o cortisol (responsável pela excitação e pelo estresse), testosterona (responsável pela agressividade e pela excitação) e a oxitocina (responsável pelo carinho). Assim como as endorfinas e a serotonina (neurotransmissor que faz a comunicação entre os neurônios).

O treinamento musical favorece o desenvolvimento cognitivo, atenção, a memória, a agilidade motora, assim como cria uma experiência unidade entre linguagem, música e movimento.

Pitágoras dava à terapia pela música o nome de purificação. Sua música curativa se propunha a equilibrar as quatro funções básicas do ser humano: “pensar, sentir, perceber e intuir”.

“A música responde a uma fonte poética de criatividade através de um cérebro que ressoa em resposta às solicitações de um cosmos que fala a ele.” (Even Ruud)

O fato de geralmente encontrarmos acordes e intervalos consonantes em diferentes culturas musicais parece ser causado, portanto, uma tendência herdada dos mamíferos de preferirem tais combinações sonoras (consonantes).

Se considerarmos apenas a influência do ambiente e da tradição, torna-se por outro lado difícil imaginar de que modo um aspecto tão específico como as relações sonoras harmônicas pôde se desenvolver de maneira tão independente em diferentes culturas musicais através dos tempos.

Esse fato implica que deve existir alguma predisposição neurobiológica que faz com que determinadas combinações sonoras some de um jeito especial ao ser humano.

Quando as ondas sonoras alcançam o ouvido, o tímpano é acionado como uma membrana microfone, vibrando com a frequência do som. As vibrações são transmitidas através dos ossículos do ouvido médio para a cóclea e, então, movimentam as fibras de uma membrana que está no interior da cóclea.

Essa membrana (basilar) é composta de “cordas” transversais, entrelaçadas, cada uma afinada com uma frequência/altura específica. Devido às leis da ressonância e da estrutura da membrana, as vibrações da membrana (deslocamento) serão maiores na “corda” que está afinada com a frequência em questão. Cada nota terá uma localização específica ao longo da membrana – da mesma forma como as cordas de uma harpa ou de um piano.

As “cordas” no ouvido interno são acionadas pela ressonância, de um modo bastante semelhante ao que ocorre quando se levanta a tampa do piano e se grita no seu interior, enquanto se aperta o pedal direito; o piano “responde” com um som fraco correspondente à altura do grito devido às vibrações (ressonância) nas cordas afinadas com o grito.

Uma dificuldade rítmica provavelmente virá de um desequilíbrio emocional que poderá estar relacionado com alguma patologia. Essa disfunção musical evidencia a existência de problemas como nos é ratificado por Gainza (1988) e Milleco(1992).

Usando música com prazer, fazendo dela uma linguagem, estaremos conscientemente contribuindo para maior compreensão do mundo e de nós mesmos. Estaremos evitando somatizar patologias. Estudos comprovam que a atividade muscular, a respiração, a pressão sanguínea, a pulsação cardíaca, o humor e o metabolismo, são afetados pela música e pelo som. O corpo funciona como caixa de ressonância onde o som é produzido e de onde é lançado no espaço. O corpo é um instrumento. A voz, o som singular de cada um de nós.